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“Todo silêncio fecundo já tem sabor de palavra” (Pe Fábio de Melo)

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Barulhos e inquietações estão por todos os lados. É possível encontrar dentro da pequenina casa um rádio ligado na cozinha, a TV na sala, as crianças cantando no chuveiro, a buzina do carro do pai apressando a saída e a mãe embravecida na cozinha, apressando as crianças para a escola. Assim começa a rotina de muitos lares. Nossa sociedade apressada e preocupada em oferecer respostas rápidas s muitas necessidades que surgem a cada dia vão tirando aquela paz desejada e necessária para uma boa saúde mental. O ser humano precisa de silêncio. No silêncio é que ele será capaz de perceber-se, dar-se conta de sua finitude e discernir quando é hora de parar, descansar, repousar. Cada dia mais vamos nos distanciando de nós mesmos pela falta do silencio. O tempo passa apressado e a vida vai ficando mais exigente. Mas que vida é essa que não nos permite ter tempo e silêncio para nós mesmos? É preciso saber parar; reconhecer-se necessitado de lazer, descanso, silêncio. No silêncio Deus fala. O silêncio é a oportunidade de ouvirmos e discernirmos o que Deus quer e espera de nós; é a Oportunidade de nos colocarmos em sintonia com o Criador, entrar no quarto sagrado de nossa existência e desfrutar dos mistérios humanos que enobrecem e tecem nosso existir precário. O silêncio é a habitação profunda das palavras. Imaginemos como seria a música se não houvesse um silêncio entre uma nota e outra? Como seria a vida sem silêncio? Como seria o silêncio sem Deus? Deixemo-nos habitar por Deus, o Deus silencioso que bate a porta de nosso coração, que chega de mansinho, sem muito alarde, que nos fala na singeleza da folha que cai, da borboleta que pousa sobre a flor, no sorriso da criança ao ver seu pai chegar depois de um longo tempo de espera… Abramo-nos ao Deus do encontro, o Deus que santificou a tantos e a nós quer santificar também. É preciso silêncio para escutá-lo e percebê-lo em nosso interior, ali, onde mora Deus! Silêncio, silêncio! Olhai o sacrário!

Seminarista Bruno César de Almeida Silva, Diocese de Caraguatatuba