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“O que é especialmente humano no amor não é o amor em si, mas o que fazemos no amor enquanto humanos”. A. Desconhecido

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Todas as virtudes, inclusive o amor, estão a disposição dos seres humanos. Por meio dela podemos nos tornar mais humanos. Não basta simplesmente nascermos com corpo de homem ou de mulher, pertencendo a raça humana. Ser humano é tarefa de todo dia, é um constante vir a ser, um tornar-se contínuo. Quanto mais nos esforçamos por adquirir as virtudes que nos ligam ao bem, a Deus, ao próximo, mais nos tornamos humanos. Na relação amorosa com Deus e com as outras pessoas podemos nos tornar mais humanos. Deus, Nosso Senhor, bem sabia que teríamos esta tarefa a realizar e, desde nossa criação, nos fez a sua “imagem e semelhança”. A imagem se refere ao dom de ser humano: Deus nos concedeu essa graça; a semelhança se refere a tarefa de ser e assemelhar-se a cada dia. Quando voltamos nosso olhar para uma família: percebemos que os cônjuges, muitas vezes se assemelham um ao outro devido a convivência profunda, aberta, relacional. Isso também acontece entre os jovens, entre os amigos, e em todos os agrupamentos humanos. No amor não é diferente. O que faz do amor uma virtude tão especial não é o sentimento em si, mas, o que de humanidade nele se deposita. Sem amor, deixamos de ser humanos e vamos nos “animalizando”, perdendo nossas características próprias e apenas passamos pela vida e não a vivemos de verdade. Coloque uma dose de amor em tudo que você faz e verá como se descortinarão diante de ti as mais belas possibilidades de tornar-se humano, semelhança de Deus, nosso salvador, que assumindo nossa condição tornou-se humano e nos ensinou o que é ser assim.

Seminarista Bruno César de Almeida Silva, Diocese de Caraguatatuba