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Mensagem de Dom José Carlos – Fev/Mar 2016

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Queridos irmãos e irmãs

“A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua ação pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo.” É o que afirma o Papa Francisco na Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, Misericordiae Vultus, nº 10. No número 17 da Bula o Papa pede que “A Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus”. Caríssimo(a) leitor(a) vivamos este tempo de oração, jejum e caridade de forma mais concreta. Somos para isso auxiliados pela Campanha da Fraternidade que neste ano é Ecumênica e tem por tema: “Casa comum, nossa responsabilidade” e por lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5.24).

O tema da CEF de 2016 vem como uma resposta aos apelos do Papa Francisco em sua Encíclica Laudato Sí. «Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras». Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la. A violência, que está no coração humano ferido pelo pecado, vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que «geme e sofre as dores do parto» (Rm 8, 22). Esquecemo-nos de que nós mesmos somos terra (cf. Gn 2, 7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos”. Não podemos viver isolados como ilhas. Somos parte integrante da comunidade humana que está situada no planeta terra. Tudo está correlacionado. Nossas crises, dificuldades, doenças vem sendo denunciadas a muito tempo como consequência do mal uso dos recursos que nossa casa comum oferece. A Igreja percebe que ter um coração humilde e misericordioso é um excelente caminho para viver em harmonia e equilíbrio com o nosso meio ambiente. Assumamos atitudes simples mas de valor e concretas neste tempo quaresmal, então estaremos construindo felicidade e paz.  Ao lado das oportunidades oferecidas pela CEF não nos esqueçamos do Nosso Projeto Diocesano de Pastoral que é mais um auxílio nesta caminhada de conversão. Nossa diocese deve ser uma imagem da nossa casa comum ela é na realidade a parte mais visível, mais sensível desta casa comum. Nossa casa comum, Litoral Norte do Estado de São Paulo é linda, é maravilhosa. Não podemos descuidar de sua beleza. O encanto que a natureza nos mostra externamente, venha a significar cada dia mais a beleza interior o encanto espiritual do coração de cada habitante deste recanto maravilhoso.

Deus abençoe nossa casa e nossas famílias.
Dom José Carlos Chacorowski CM