• caraguatatuba
  • ilhabela
  • são sebastião
  • ubatuba

Presépio é abençoado com a presença do “Gaiato”

Veja mais notícias

Dezenas de pessoas participaram da bênção do Presépio instalado no Serramar Parque Shopping, em Caraguatatuba.
Além da bênção com as presenças de Pe. Alessandro H Coelho, vigário geral; do Pe. Mauro Jose Ramos, pároco local e do Pe. André Ouriques, da Catedral Divino Espírito Santo,  destaque para as crianças da obra social diocesana, Gaiato, que além de colaborar com a confecção das casinhas que compõe o cenário do presépio, agraciaram os presentes com músicas mensagem. O presépio tem aproximadamente 3 metros e possui peças artesanais vindas da Itália, algumas com movimento. O presépio foi idealizado pelo Padre Agnaldo Soares Lima, salesiano, que há alguns anos trouxe as peças da Itália e envolveu as crianças do educandário da cidade de São Carlos, interior de São Paulo no trabalho de montagem. Pe. Agnaldo, que passou alguns meses na Diocese de Caraguatatuba e atualmente trabalha em Brasília junto ao Governo Federal, cedeu Diocese esta oportunidade.

Saiba mais sobre ele:
http://www.salesianos.dmti.com.br/VideosDetalhe_presepio.php#irconteudo

Origem dos presépios:

Certos sinais são importantes para fecundar o sentido que sustenta a vida. Vivemos um tempo especial. O Natal é rico em sinais, com uma força que vem da beleza, dos gestos de fraternidade e dos convites para compromissos de solidariedade. De novo, neste tempo, as praças atrairão multidões pela singularidade de sua ornamentação, com iluminações criativas, muita gente, novidades, festa.O Natal não seria tempo de se receber presentes, mas de oferecer e repartir mais. Nesta direção está o horizonte largo e de inesgotável riqueza presente no sinal mais importante deste tempo: o presépio.

A tradição dos presépios nasce em 1223, quando, depois da aprovação da Regra dos Frades Menores, São Francisco de Assis foi para o eremitério de Greccio(Itália), com o propósito de ali celebrar o Natal do Senhor. São Francisco disse a alguém que queria ver, com os olhos do corpo, como o menino Jesus, escolhendo a humilhação, foi deitado numa manjedoura. Assim, entre o boi e o jumento, foi celebrada a missa de Natal, ainda sem estátuas e pinturas. Esse acontecimento foi a inspiração para, mais tarde, o Natal ser representado por meio do presépio, que simboliza a encarnação de Jesus Cristo, o Verbo de Deus.

A retratação do amor misericordioso de Deus na encarnação do Filho Amado, o Redentor, no presépio, faz desta arte, nas mais diversas modalidades e com a inteligência de criatividades interpelantes, um ensinamento da mais alta importância. O presépio se torna assim um patrimônio da cultura e da fé popular. Esta retratação remete, pois, ao núcleo mais genuíno do sentido autêntico do Natal. O presépio, pela arte e pela beleza, mesmo pela simplicidade e pobreza, tem força para propagar o Evangelho com um entusiasmo singular, capaz de atrair toda atenção para Jesus, a pessoa que é a razão insubstituível das festas natalinas.

A arte do presépio, de miniaturas a imagens em tamanho normal, com a riqueza dos personagens, da singeleza nobre das figuras de José e Maria venerando o menino Deus, pode e deve tocar os corações.
Jesus deve ser e estar no centro do Natal, sem prescindir de tantas outras coisas que compõem e dão graça especial a este tempo. Vale recuperar e investir na armação de presépios, nas casas, nas igrejas e nos lugares públicos. Uma oportunidade para os pais exercerem a catequese dos filhos, reavivando no próprio coração as lições insubstituíveis aprendidas com Cristo.

Assim, o tempo do Natal, respeitando seu genuíno sentido, torna-se época especial de aproximação. Passa-se a viver um encontro que transforma corações e superam-se descompassos como a corrupção, a mesquinhez de ter só para si. O presépio ajuda a dar estatura a quem só tem tamanho, fazendo brotar a sabedoria emoldurada por serenidade, um presente para quem contempla esse sinal e aprende o sentido de sua lição.