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Conselho de Pastoral recebe gestores do Hospital Stella Maris

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DSC04783DSC04799Aconteceu ontem, 25, na Catedral Divino Espírito Santo a reunião do Conselho diocesano de Pastoral que reúne as lideranças pastorais e clero.  Além dos assuntos de rotina como a apresentação do tema da  51ª Assembléia Geral da CNBB pelo administrador diocesano  Pe. Xavier, a comissão recebeu a religiosa Ir. Giovanna, atual administradora da Casa de Saúde Stella Maris e o senhor Glauco do Carmo Xavier, atuais gestores do hospital.

O objetivo do convite  foi de esclarecer a situação da saúde no município envolvendo a instituição. A religiosa disse que o Instituto nunca esteve fechado s negociações e que é preciso priorizar a vida do ser humano de forma responsável e que independente de qualquer coisa é direito de todo cidadão cobrar do Estado a saúde entre outras obrigações que lhe são atribuídas pela Constituição.


Sobre a situação atual, muitas informações se contradizem não permitindo que a população esteja ciente dos fatos. Foi informado ao Conselho presente que para o ano de 2012 havia um contrato de gestão dividido em duas partes que se somaria 1.700.000 reais* (1.100,000 e 600.000, respectivamente). Com a implantação da UPA o contrato foi instinto deixando o Hospital com déficit mensal de 1.100.000,00.   O repasse dos Convênios Médicos é pouco superior a 600.000,00
Para atendimento população, o hospital, independente de ter ou não o Pronto Atendimento, precisa manter completo o seu corpo clínico, em todas as especialidades necessárias para uma emergência, 7 dias por semana/24 horas por dia. Com a retirada da verba referente ao Pronto Atendimento retirada pelo município, a receita passou a ser de apenas 600.000, mas a manutenção da estrutura permaneceu a mesma: 1.700.000,00.  Com a inauguração da UPA o município passou a ter duas estruturas a serem mantidas, sendo que tudo poderia ter sido diferente se mantida, com as devidas adequações, o que já existia na cidade. Segundo o gestor, varias propostas foram apresentadas, sem sucesso. Nesta situação, a instituição endividou-se, pois há uma estrutura hospitalar a ser mantida, funcionários, fornecedores, e sem uma receita compatível. Uma negociação temporária com os médicos foi feita, mas não resistiu, implicando na paralisação dos mesmos.
A Ir. Giovanna assegurou que o Instituto nunca fechou as portas para uma negociação com a prefeitura, “mas que o governo municipal através das responsáveis pela saúde, só enxerga o negativo e tudo se encaminhou para que o interesse político prevalecesse”.
Sobre a possível compra do hospital pelo Estado, a instituição foi procurada e num primeiro momento não aceitou. Hoje, diante da situação, se colocou disposição para retomar as tratativas. Técnicos do Estado já visitaram a casa, acenaram favoravelmente, mas não há nenhum acerto definitivo.
Sobre a permanência da Congregação na Diocese de Caraguatatuba, a situação ainda é indefinida.  O instituto gostaria de permanecer, mas tudo está atrelado venda ou não do prédio e espaço que pertence s Pequenas Missionárias.
Hoje pela manhã, em contato com a Diocese de Caraguatatuba, a administração do Hospital Stella Maris informou que num acordo com o município o hospital retoma temporariamente o atendimento aos conveniados com a manutenção do corpo clínico necessário para a retaguarda aos encaminhamentos da UPA.  Este resultado foi fruto de uma reunião, ontem, na Câmara Municipal, envolvendo vereadores, Estado, Município e Ministério Público.

*valores aproximados