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“Amar é ensinar o outro a caminhar. Nunca carregue no colo quem já aprendeu a andar.” (Pe Léo, com. Bethania)

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Todos precisamos de ajuda em algum momento de nossa vida. Todos podemos ajudar alguém que precisa em algum momento também. O que não se deve nunca, mesmo, como nos mostra Pe Leo, é carregar o outro no colo depois que ele já aprendeu a amar. Se estamos diante de uma pessoa que amamos e esta passa por algum tipo de sofrimento, a nossa tendência logo será querer amenizar a sua dor. No entanto, há dores que precisam ser vividas, experimentadas, elaboradas dentro de nós. Fazem parte do desenvolvimento humano natural. Estar junto, ajudar a suportar, oferecer o ombro amigo é importante, mas, nunca assumir a dor do outro, tirando-lhe sua responsabilidade nos fatos. Há dores que são previsíveis, outras não. Não importa! É preciso colher os frutos que ela produz, as lições por ela geradas e a maturidade que por meio delas pode ser alcançada. Ajudar o outro nem sempre significa anular suas dores. É preciso aprender a lidar com a própria história e se tornar sujeitos de nosso próprio caminho. Se não se aprende a lidar com os obstáculos permaneceremos eternas crianças, e jamais cresceremos. Recordo-me da história da lagarta que se preparava para ser borboleta. Para que este processo da metamorfose aconteça, é preciso o esforço de romper o casulo. Certa vez, em seu jardim, um homem observava a intensa luta do pequeno animal na tentativa de romper o casulo. Na expectativa apressada de ver a borboleta voar ele pegou uma tesoura e facilitou a ruptura do casulo. Para sua surpresa o corpo da borboleta não estava formado ainda. Era exatamente aquele esforço que ajudava a formar o corpo do animal para que então ele pudesse alçar voo. Assim também acontece conosco: cada acontecimento de nossa vida ajuda a formar nosso caráter e dignidade; nos ajudam a tomar corpo e forma e a viver melhor, caminhando com as próprias pernas e não com as dos outros. Não deixe ninguém aleijado na vida pelo excesso de cuidado e proteção. A virtude se dá na medida certa, nem mais, nem menos.

Seminarista Bruno César de Almeida Silva, Diocese de Caraguatatuba