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“A saudade é a memória do coração”. (Coelho Neto)

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Existe em nosso meio católico uma música que diz: só se tem saudade do que é bom, se chorei saudade não foi por fraqueza, mas porque eu amei. Para mim uma das mais expressivas canções que traduzem o valor da saudade. Saudade é uma expressão típica de nossa língua portuguesa, que em muitas outras línguas não encontra tradução que a expresse. É um sentimento gostoso de saudade, misto de desejo do que é bom com recordações de um passado bem vivido, ao lado de amigos familiares e pessoas a quem queríamos e queremos bem.

Há quem diga que a saudade é uma forma fazer ficar quem já se foi. Sentimos saudades de pessoas que já partiram desta vida e as tornamos presentes pela saudade. A fé antecipa o que ainda não se deu. a saudade atualiza aquilo que já passou. Alguns santos como Agostinho, depois de uma vida distante de Deus afirmam saudade de Deus. Cultivar este sentimento é um dom. Próprio de quem já se implicou no amor. A saudade é a memória do coração agradecido, que seguiu o curso da vida mas não esqueceu os caminhos pelos quais passou. É fruto de quem, agradecido, continuou seu trajeto e seguiu em frente. Que a saudade seja sempre expressão portanto, de nossa gratidão, de nosso afeto, de nossa capacidade de amar. Não deve ser cultivada no nível patológico de quem estacionou e não conseguiu superar, mas, no nível de quem agradecido pelo caminho percorrido tem saudade de suas raízes e de seu primeiro amor, aquele eixo motivador que o fez seguir, crescer aderir e partir.

Seminarista Bruno César de Almeida Silva, Diocese de Caraguatatuba