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“A paciência é o intervalo entre a semente e a flor”. Autor desconhecido

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Nosso mundo agitado apressa-se em tudo fazer num pequeno espaço de tempo e com o mínimo esforço possível. Nele não há muito o que refletir: o que conta mesmo são os resultados finais. A fé nos propõe um caminho mais tranquilo, mais formativo. Embora sejam sim importantes os resultados finais é preciso ser paciente e reflexivo quanto aos meios empregados para se alcançar aquele fim. A ética, a moral, a solidariedade e a fraternidade são essenciais no caminho formativo de um verdadeiro ser humano. Somos humanos e, pela razão, reflexão e sentimentos somos também vocacionados a nos tornarmos mais humanizados.

Formar a consciência e não educar apenas tecnicamente é um caminho longo e demanda tempo, paciência e coragem. Todos nos recordamos do esforço da lagarta para sair do seu estado de lagarta e vir a ser uma borboleta. é o esforço que ela faz para sair do casulo que a faz borboleta, que forma seus membros com perfeição. Alguém desavisado poderia querer ajudar e retirá-la antes do tempo e com esforço menor para ela, mas, estaria a impedir que ela voasse e tivesse seu corpo formado.

Assim também acontece com o ser humano: muitas vezes buscamos atalhos que não nos permitem formar, crescer, amadurecer com os passos necessários para o nosso desenvolvimento humano e afetivo. Queimar etapas pode adiantar o resultado mas nunca formará os valores e a consciência de quem as evitou. Já dizia um provérbio persa “a paciência é uma árvore de raiz amarga porém de frutos muito doces”.

A paciência é uma virtude que não nos deixa perder a calma, nos faz tolerar os erros um pouco mais, suportar os incômodos e imprevistos do caminho, é também o suporte para perseverarmos num caminho difícil. A paciência nos humaniza e nos permite um melhor relacionamento interpessoal. Neste dia, esforce-se por adquirir esta virtude. Quem a experimenta vive mais e melhor e tudo alcança.

Seminarista Bruno César de Almeida Silva, Diocese de Caraguatatuba