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A Diocese de Caraguatatuba inaugura, amanhã em Ubatuba, o Marco da Paz

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65499349A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba e uma parceria da Comtur e empresários locais que acolheram a ideia apresentada pelo “Caminhando com Anchieta”, projeto de animação devocional ao Santo canonizado em 3 de abril deste ano.

A solenidade começa s 10h, dentro da programação de aniversário de Ubatuba, com a celebração da Missa na igreja Exaltação da Santa Cruz. Preside a santa Eucaristia Dom José Carlos Chacorowski, bispo diocesano de Caraguatatuba com a presença de todo o clero da cidade. Dentro ainda da cerimônia litúrgica, acontece a solenidade de inauguração do Marco da Paz e da nova imagem de São José de Anchieta, marco turístico na praia do Cruzeiro.

Caminhando com Anchieta

Este projeto, coordenado pelo Pe. André Ouriques, de Caraguatatuba, começou em 9 de junho, dia de São José de Anchieta, na Catedral Divino Espírito Santo, em Caraguatatuba, com a peregrinação da imagem e bandeira, criada para o evento. Os ícones passaram por todas as 17 paróquias da cidade, em peregrinação, visitando também comunidades afastadas e instituições como asilos.
Na fase final do projeto 2014, estão a inauguração amanhã do Marco da Paz, e no dia 1º de Novembro, a grande concentração diocesana que começa com uma Caminhada pela Paz e termina com show musical dos Missionários Shallon, na Praça de Eventos da cidade. (veja programação abaixo).

No próximo ano, o “Caminhando com Anchieta” deve assumir o formato de peregrinação religiosa, a exemplo dos “Passos de Anchieta”, que acontece no Estado do Espírito Santo ligando as cidades de Vitória e Anchieta. O objetivo desta motivação em 2014 é justamente apresentar o projeto de incentivo ao turismo religioso no Litoral Norte a partir de um Santo que passou pelas praias e faz parte da história do Brasil.

 A História do Marco da Paz

O criador do Marco da Paz, Gaetano Brancati Luigi, italiano radicado no Brasil, ainda se emociona com o reconhecimento das pessoas por seu monumento, em formato de arco feito em concreto, que abriga um sino e uma pomba da paz pousada sobre ele. A obra, replicada em várias localidades, lembra a todos sobre a necessidade da manutenção da paz e a promessa de um mundo melhor para as novas gerações.

O sonho vinha sendo alimentado desde a infância difícil de Luigi, vivida em meio Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), quando viu de perto a fome e todas as formas de ameaças.

Após algumas idas e vindas ao Brasil, em seu retorno definitivo ao país, Luigi sentiu falta das badaladas do sino da Igreja do Beato José de Anchieta, no Pátio do Colégio, em São Paulo, e resolveu questionar o padre José Fernandes, então responsável pela paróquia. Ele lhe contou que o sino havia sido roubado há mais de 15 anos. O italiano procurou então a parceria da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) – na época, presidida por Alencar Burti – e da Fundição de Sinos Crespi, conseguindo, em apenas 20 dias, que um novo sino fosse instalado na igreja.

No momento em que a peça era colocada, o reflexo do sol que bateu no sino fez surgir para Luigi aquilo que ele idealizou a vida inteira. Surgiu-lhe a imagem do que seria o Marco da Paz, com todos os seus símbolos e significados. A pomba, representando a anunciação; o sino, a música da paz dos anjos; o arco, a vida; e os continentes, a fraternidade entre os povos. Luigi desenhou em um papel essa imagem e o amigo Pedro Mascagni  Blondi fez a planta para a construção do monumento.

O Pátio do Colégio inaugurou o primeiro Marco da Paz no dia 25 de dezembro de 2000. Atualmente, o marco da Paz está em algumas cidade como Bertioga e Aparecida, junto Basílica Nacional, e alguns países como México, Argentina, Itália, Uruguai e China.