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“Tem piedade de mim, ó Deus, por teu amor! Por tua grande compaixão apaga a minha culpa… Cria em mim um coração que seja puro e dai-me de novo um espírito firme.” (Sl 51, 3.12)

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Desde as origens, o ser humano tem a necessidade de penitenciar-se. Sempre ele é chamado a avaliar o seu caminho, rever sua história para descobrir as atitudes que não condisseram com seu estado e projeto de vida. A penitência é uma forma de devolver a alguém aquilo que um gesto impensado pode ter lhe retirado injustamente. É também um caminho para a conversão pessoal e para a educação dos grupos. Penitenciar-se não significa atentar contra si mesmo, mas, buscar ser sujeito de sua própria história, dominando seus impulsos e vivendo numa atitude consciente sobre Deus, a vida e as pessoas ao nosso redor. Na Tradição cristã, a sexta-feira sempre foi um dia especial dedicado penitência. Nesse dia, especialmente buscamos o perdão de Deus, pai das misericórdias e da consolação e recomeçamos nosso caminho em algum momento prejudicado pelo pecado. É, portanto, um dia de voltar-se para Deus, reconhecer sua grandeza e nossa pequinês, saber-se infinitamente amado por Deus e proclamar, com alegria, sobre os telhados, que não há pecado nesta vida, por mais nefasto que seja, por mais prejudicial que se nos apresente, que ultrapasse a bondade e a misericórdia de nosso Deus. Com nossa súplica de perdão, ele abre as comportas do céu e faz cair sobre nós o seu amor, o Espírito Santo, que nos torna fortes no amor.  Toda falta é perdoada e nosso coração pode, sossegado, recomeçar e continuar a viver bem. Não se esqueça: hoje é dia e acolher o perdão de Deus, dia de recomeçar sua história, virar a página, abandonar os sofrimentos e dores do passado e tomar novas atitudes maduras e conscientes. A promessa é uma só: “Estarei convosco todos os dias até o final dos tempos”, diz Jesus.

Seminarista Bruno César de Almeida Silva, Diocese de Caraguatatuba