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Palavra de Vida: “Portanto, vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora”

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“Portanto, vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora.” (Mt 25,13)

 Jesus acaba de sair do Templo. Os discípulos fazem-lhe observar com orgulho a imponência e a beleza da edificação. E Jesus: “Não estais vendo tudo isto? Em verdade vos digo: não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído!” (Mt 24,2). Depois Ele sobe ao Monte das Oliveiras, senta-se e, olhando para Jerusalém, que está diante Dele, começa a falar da destruição da cidade e do fim do mundo.
Então os discípulos perguntam-lhe como ocorrerá o fim do mundo e quando haverá de chegar. É uma questão que se colocaram também as gerações cristãs seguintes, questão que todo ser humano se coloca. Realmente, o futuro é misterioso e muitas vezes incute medo. Também hoje há os que consultam os cartomantes e examinam o horóscopo, para saber como será o futuro, o que acontecerá…

A resposta de Jesus é límpida: o fim dos tempos coincide com a chegada Dele. Ele, Senhor da História, voltará. É Ele o ponto luminoso do nosso futuro. E quando ocorrerá esse encontro? Ninguém sabe. Pode acontecer a qualquer momento. Com efeito, a nossa vida está nas mãos Dele. Ele nos deu esta vida; Ele pode retomá-la, inclusive de súbito, sem prévio aviso. Contudo, Ele nos adverte: vocês poderão estar preparados para esse evento se estiverem vigilantes.

“Portanto, vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora.”

Com essas palavras, Jesus lembra primeiramente que Ele virá. A nossa vida na terra terminará, e começará uma vida nova, que não terá mais fim. Hoje, ninguém quer falar da morte… Às vezes as pessoas fazem de tudo para se distrair, mergulhando completamente nas ocupações do dia a dia, chegando até a esquecer Aquele que nos deu a vida e que nos haverá de pedi-la para introduzir-nos na plenitude da vida, na comunhão com o seu Pai, no Paraíso.

Estaremos prontos para encontrá-lo? Teremos a lâmpada acesa, como as virgens prudentes que esperam pelo esposo? Em outras palavras: estaremos no amor? Ou a nossa lâmpada estará apagada, porque, tomados pelas muitas  coisas que temos a fazer, pelas alegrias passageiras, pela posse dos bens materiais, acabamos esquecendo a única coisa necessária, que é amar?

“Portanto, vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora.”

 Mas, vigiar de que modo? Primeiramente, como sabemos, vigia bem justamente quem ama. Sabe disso a mulher que fica espera do marido que trabalha até tarde ou que volta de uma viagem distante; sabe disso a mãe preocupada com o filho que ainda não voltou para casa; sabe disso o namorado que não vê a hora de se encontrar com a namorada… Quem ama sabe esperar, mesmo quando o outro demora a chegar.

Estaremos espera de Jesus se o amarmos e se desejarmos ardentemente encontrá-lo.

E estaremos sua espera amando concretamente, servindo-o, por exemplo, nos que estão próximos, ou engajando-nos na construção de uma sociedade mais justa. É o próprio Jesus que nos convida a viver assim, ao contar a parábola do administrador fiel que, enquanto espera a volta do senhor, cuida do pessoal e dos negócios da casa; ou a parábola dos empregados que, sempre espera da volta do patrão, se esmeram em fazer frutificar os talentos recebidos.

“Portanto, vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora.”

Justamente por não sabermos nem o dia, nem a hora da sua chegada, podemos concentrar-nos mais facilmente no instante que nos é dado, nas preocupações do dia, no momento presente que a Providência nos oferece para viver. Tempos atrás, veio-me espontânea esta oração. Gostaria agora de relembrá-la:

“Sim, Jesus,faz  que eu sempre fale como se fosse a última palavra que profiro. Faz que eu sempre aja como se fosse a última ação que faço. Faz que eu sempre sofra como se fosse o último sofrimento que tenho pra te  oferecer. Faz que eu sempre reze como se fosse a última possibilidade que aqui na terra tenho, de conversar contigo.”

Chiara Lubich

A oração citada foi publicada no livro: Chiara Lubich, Cada momento é uma dádiva de amor, Cidade Nova 2002, p. 63

Esta Palavra de Vida foi publicada em novembro de 1996 e em novembro de 2002