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O tema, abordado pela novela, é real e alarmante

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Um relatório publicado em outubro pelo Ministério da justiça, em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), aponta que entre 2005 e 2011, o tráfico de pessoas fez 475 vítimas no país. Desse total, 337 pessoas sofreram exploração sexual, e 135 foram submetidas ao trabalho escravo. Mesmo com a divulgação do documento, o governo ainda afirma que esses números não são muito precisos.

Durante os dias 12 e 13 de dezembro, o grupo de Grupo de Trabalho (GT) Tráfico Humano, esteve reunido na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. O grupo está fazendo uma avaliação das ações do ano e planejando as atividades para 2013. O GT conta com representações de diversos organismos como: a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Pastoral da Mulher Marginalizada, a Comissão Brasileira Justiça e Paz, a Rede Um Grito pela Vida – vinculada Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) –, e por fim, o setor de Mobilidade Humana e a Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz –ambos organismos vinculados CNBB. A reunião teve foco no trabalho escravo e no tráfico de pessoas para exploração sexual e outras finalidades e modalidades.

O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e a Paz, padre Ari Antônio dos Reis, afirma que os trabalhos do GT, durante o ano de 2012, progrediram muito, e destaca duas ações consideradas exitosas: a unificação do GT de trabalho escravo e do GT de combate ao tráfico de pessoas; e a escolha do tema da Campanha da Fraternidade (CF) 2014 que será: ‘Fraternidade e Tráfico Humano’.

“Acredito que nós avançamos e caminhamos bastante. Sobretudo pela unificação dos GTs, que foram unidos por conta do aspecto da afinidade entre eles, o que foi muito importante, e também pela aprovação da Campanha da Fraternidade 2014 que vai tratar do tráfico humano. Essas duas conquistas são valiosas, além de todo processo formativo que nós ainda estamos levando frente nas dioceses e nos regionais, ampliando a conscientização das informações sobre a realidade do tráfico de pessoas, e trabalho escravo”, afirmou o assessor.

“Nós estamos lidando com uma questão grave, que viola e maltrata milhões de pessoas. Tanto no trabalho escravo, quanto na exploração sexual de crianças, adolescentes, e mulheres, cujas pesquisas não dão conta da infinidade dos dados. O GT articulando as forças afins tem sido um instrumento muito bom, com incidência concreta nos regionais, nas dioceses e nas comunidades”, revela irmã Eurides.

A pastoral da mulher marginalizada, também representada no GT, atua no enfrentamento do tráfico, no recorte da exploração sexual, e na luta por direitos em relação s mulheres em situação de prostituição. Segundo Maria Roseli Pinheiro Cândido, representante da Pastoral, participar do GT foi extremamente importante, por “dar voz” Pastoral.

“Apesar de, ao longo desses 50 anos, a Pastoral já lidar com o tráfico, nós nos sentimos um pouco desfocadas. Ao fazermos parte desse GT, conseguimos trazer nossos pensamentos, e somar com os outros participantes sobre essa temática. Já que as nossas frentes de ação são o enfrentamento ao tráfico, para nós foi um ganho muito grande, e espero termos contribuído efetivamente com o GT”, comenta.