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Histórico

Chegada dos frades: 9 de agosto de 1658
Lançamento da pedra fundamental do Convento: 11 de maio de 1664.
Inauguração da Igreja e Convento: 8 de setembro de 1668
Data de fundação da Paróquia: 08 de janeiro de 1965

Segundo o livro “Páginas de História Franciscana no Brasil”, de Frei Basílio Rower, os moradores na Vila Itararé, que hoje se chama Bairro de São Francisco, queriam muito a presença dos “Padres de S. Francisco e Santo Antônio” e Antônio Coelho de Abreu, casado com Luzia Alves, sem filhos, doou (22 de março de 1658) para o então Custódio da Imaculada Conceição, Frei Pantaleão Batista, um terreno de “cem braças de terra”, onde existia uma capelinha dedicada a Nossa Senhora dos Desamparados, mas que na escritura pediu que o título fosse “Nossa Senhora do Amparo”.

Já no dia 9 de agosto, o Governador Eclesiástico da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, D. Manuel de Araújo, que se encontrava de passagem por Santos, deu a licença eclesiástica para a nova fundação. A pedra fundamental do convento e igreja, contudo, foi colocada no dia 11 de maio de 1664 e, quatro anos depois, foram inaugurados no dia 8 de setembro.

Por quatro séculos, o Convento Nossa Senhora do Amparo foi o ponto de partida e de chegada de toda obra franciscana de evangelização do Litoral Norte de São Paulo, em continuação mesma obra dos frades franciscanos dos Conventos de Santo Antônio do Valongo, em Santos, e de Nossa Senhora da Conceição, em Itanhaém, ambos no Litoral Sul. É de se ressaltar os trabalhos prestados pelos frades junto s paróquias de Nossa Senhora da Ajuda, em Ilhabela, na Paróquia de São Sebastião, na cidade de mesmo nome, na Paróquia de Santo Antônio de Caraguatatuba e nas capelas da região.

Todavia, a partir da segunda metade do século XIX, a exemplo do que ocorreu com todos os institutos religiosos do Brasil, também a Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil teve uma progressiva e drástica redução de seu quadro de frades, em consequência do fechamento de todos os noviciados, por decreto do Marques de Pombal, que proibiu a admissão de novos candidatos vida religiosa franciscana.

Aconteceu, assim que, por muitos e longos anos, o Convento de Nossa Senhora do Amparo, tal como aconteceu com os demais conventos da Província, ficou vazio de frades, e a Igreja sem atendimento aos fiéis. Nesse período até sua restauração em 1932, o Convento e Igreja de N. Sra. do Amparo esteve sob guarda de síndicos, que o administravam em nome da Província. E como é natural, durante todos esses anos a Igreja e o Convento sofreram grande deterioração, a ponto de quase se transformarem em ruínas.

O restauro do Convento de Nossa Senhora do Amparo e sua Igreja se deu no período de 1932 a 1937, por iniciativa e recursos da própria Província Franciscana, que foi restaurada pelos frades alemães. No dia 11 de dezembro de 1937 foi instalada a nova Fraternidade Franciscana, formada por 2 irmãos sacerdotes e dois irmãos leigos.

A Paróquia de Nossa Senhora do Amparo foi criada no dia 8 de janeiro de 1965. Hoje, a Paróquia tem 8 comunidades.

Mais sobre a Historia
Os sesmeiros Diogo de Unhate, Diogo Dias, João de Abreu, Gonçalo Pedroso e Francisco de Escobar Ortiz iniciaram a povoação na Ilha de São Sebastião, desenvolvendo o local com agricultura e pesca. Nesta época, a região contava com dezenas de engenhos de cana de açúcar, responsáveis por um maior desenvolvimento econômico e a caracterização como núcleo habitacional e político. Isto possibilitou a emancipação político-administrativa de São Sebastião em 16 de março de 1636.
Mais para o norte da vila, formou-se com o tempo um bairro com o nome primitivo de Itararé (pedra cantante) do ribeiro do mesmo nome que passa nos fundos do Convento. Com a construção do Convento, o bairro passou a se chamar “Bairro de São Francisco”, nome com que é conhecido ainda hoje.
Entre os moradores desta região, possuidores de extensas terras com matas e lavoura, encontrava-se, em meados do século XVII, Luiz Cabral de Mesquita e Antônio Coelho de Abreu. Este tinha no Itararé a sua vivenda, em que morava com sua mulher Luzia Alves de Abreu, sem ter filhos.
São esses moradores da Vila que pediram ao Custódio, em visita aos Conventos de Santos e Itanhaém, para construir um Convento no local. Antônio de Abreu doou a terra e a aprovação do governador eclesiástico se deu em 9 de agosto de 1658.
O conjunto composto pela igreja e convento demorou quatro anos para ficar pronto e foi construído com taipa de pilão, sendo a base de pedra, e alvenaria de tijolo e pedra. Em meados de 1668, com o acabamento das obras da igreja, celebrou-se nela a primeira festa de Nossa Senhora do Amparo . Era o dia 8 de setembro e assim se deu sucessivamente nos seguintes. O Santíssimo foi colocado somente no dia 2 de dezembro, primeiro domingo do Advento.
Em tamanho, o Convento é um dos menores da Província. Gracioso é o seu claustro retangular, com três arcos de um e dois de outro lado, descansando sobre grossas pilastras. Como singularidade ,que dos outros só o Convento de Cabo Frio tinha (nos Conventos no norte era usual), vê-se nele um corredor aberto com peitoril (varanda) que circunda o claustro no andar de cima.
Nas paredes do pavimento térreo há diversos nichos, que serviam de confessionários para homens, como em alguns outros antigos Conventos, e numa das paredes conserva-se o jazigo, com inscrição, do Coronel Julião de Moura Negrão, nascido em 1755 e falecido em 1838, que foi o fundador da Vila Bela da Princesa.
No tempo de Frei Apolinário da Conceição (1730) residiam no Convento 16 religiosos, mas observa que “o número já chegara a vinte” ou mais.
O frontispício da igreja e a torre não fazem face com o Convento, mas avançam para fora. Esta circunstância, como também a diferença que se nota no teto do coro demonstra a evidência de que o frontispício como se vê, coro alpendre de três arcos, não pertencia ao plano primitivo mas foi feito antes de acabar toda a obra. Seria também o motivo pelo qual a torre foi levantada quadrangular desde os fundamentos, quando em todos os outros Conventos era apenas uma parede com cubículo atrás das sineiras. O frontão da igreja está feito em linhas curvas e a torre encimada por meia laranja.
Além do altar-mor com a imagem de madeira da Padroeira, havia os laterais de São Francisco e de Santo Antônio, cujas imagens de barro são mal acabadas. Posteriormente o altar de. São Francisco foi substituído pelo do Bom Jesus e a imagem do Patriarca passou para o de Santo Antônio. Também na portaria existe uma imagem de Nossa Senhora do Amparo.
De 1885 até o início da restauração em 1931, o Convento ficou entregue a síndicos ou a simples zeladores. No Capitulo Geral de 11 de dezembro de 1937 foi instalado a Comunidade de dois sacerdotes e dois Irmãos leigos, que desde algum tempo tinham ajudado nos trabalhos da restauração.