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Mensagem do dia 6 de junho

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“Quem não procura a Cruz de Cristo, não procura a Glória de Cristo” São João da Cruz

É comum que em certas etapas de nosso caminho não tenhamos claro a visão de um amadurecer espiritual e até nos questionemos e também a Deus por alguns acontecimentos inesperados e/ou desagradáveis. Porque comigo, Senhor? Porque agora? Minha oração não foi ouvida por ti? De que me adianta ir a Igreja se tudo não vai bem? Estas perguntas e outras são tão comuns que nem imaginamos.

Nosso jeito apressado de ser supõe, muitas vezes, que a fé é única e exclusivamente marcada pelo evento Ressurreição. Nem sempre voltamos alguns dias atrás para nos encontrarmos com a Cruz. Aceitar os sofrimentos e acolher interiormente que somos seres limitados continua a seu uma dor a mais para o ser humano que, não raras as vezes, é educado para ser super-herói, livrando-se o máximo possível das dores e dos conflitos. Poucas as vezes entendemos que os momentos de crise podem ser viés fecundos de crescimento e maturidade humana, afetiva e espiritual. Na psicologia do Desenvolvimento é comum que se afirme que para crescer e ganhar e preciso perder. Ninguém se torna adulto se o corpo ainda é de criança. Ninguém se torna adulto se seu proceder ainda é infantil. Também na fé: ninguém chega a Glória da ressurreição se antes não passa pela sofrimento da cruz. Deus nos educa como um pai a seu filho. Por mais que um pai ame seu filho, não pode, em alguns momentos evitar o sofrimento que gera crescimento e permite novas aquisições. se isso acontece, ele anula o desenvolvimento sadio de seu filho e o deixará imaturo por toda a vida.

Lembremo-nos da lagarta e todo seu processo doloroso para se tornar borboleta. Se alguém, querendo ajudar, abre o casulo que a envolve, embora tenha tentado ajudar deixará marcas por toda a vida daquele pequeno ser: é o esforço de sair do casulo que garante a borboleta um corpo preparado e capaz de voar, bem definido e com todos os mecanismos necessários ao voo.

Neste dia, peçamos ao Senhor a graça de não abandonarmos nossa Cruz e, por meio dela experimentarmos a ressurreição. Não se trata, contudo, de sofrimentos desnecessários, procurados com nossas próprias pernas ou de certo modo, provocados. Trata-se de acolher aqueles que surgem como consequência da vida, de quem caminha, de quem não estacionou pelo caminho e desistiu de prosseguir. Talvez as melhores penitências não são aquelas que nos impomos, mas as que Deus nos permite viver nas estradas da vida! Bom e abençoado dia a todos.

Seminarista Bruno César de Almeida Silva, Diocese de Caraguatatuba.

1 Comentário

  1. 001 Ângela

    Devemos estár sempre atentos aos momentos dificeis, pois quando a cruz se torna mais pesada, é também um momento de grande graça e vitória em nossa vida. obrigado Senhor, por tamanho amor por cada um de nós… obrigado por estar sempre ao nosso lado, fortalecendo-nos a cada dia… Louvado seja Deus pela minha CRUZ… Amém

    07 jun 2012

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