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Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015 – Doc94

NOVAS DIRETRIZES 2011 15.Doc94CNBB[PDF]

OBJETIV O  GERAL

A Igreja existe para evangelizar. Em meio s alegrias e espe ranças, tristezas e angústias do ser humano de cada tempo, nota damente dos que sofrem (cf. GS, n. 1), ela anuncia, por palavras e ações, Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6).
Para cumprir sua missão, a Igreja, impulsionada pelo Espí rito Santo, acolhe, reza a Palavra que salva, escuta os sinais dos tempos, revê práticas pastorais e discerne objetivos e caminhos.
Expressão desta incessante atividade missionária da Igreja no Brasil, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, aprovadas na 49ª Assembleia dos Bispos, são a tentativa de escutar os sinais dos tempos e os desafios que neles se manifestam. Desejam ser uma resposta aos desafios que emergem em nosso tempo de transfor- mações radicais na totalidade da existência, que, s vezes, geram perplexidade, ameaçam a vida em suas diversas formas e levam o ser humano a se afastar dos valores do Reino de Deus.
Elas apontam  um  desafio imenso,  pois,  em  cada  indicação, pedem o esforço de não nos assustarmos diante das  Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011 – 2015
, voltados para o Senhor (Cap. 1), as Diretrizes não tiram os pés do chão da realidade (Cap. 2). Ao contrário, iden tificam as urgências (Cap. 3) e propõem caminhos para seu en- frentamento (Cap. 4). Em espírito de comunhão, oferecem, por fim, indicações para que as urgências sejam concretizadas nos planejamentos das Igrejas particulares (Cap. 5).
São cinco as urgências apontadas: Igreja em estado perma- nente de missão; Igreja: casa da iniciação cristã; Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja: comunidade de comunidades; Igreja a serviço da vida plena para todos. Elas indicam um modo pedagógico de expressar um único e grande passo ao qual toda a Igreja é chamada em nossos dias: reconhe- cer-se em estado permanente de missão. Isso implica o anúncio e o re-anúncio de Jesus Cristo, possibilitando aos que não O conhecem ou que d’Ele se afastaram ouvir o núcleo da Boa Nova da Salvação. Aproximar Jesus Cristo do coração de pessoas e grupos implica, por sua vez, aproximar também a comunidade dos discípulos  missionários, construindo e fortalecendo uma intensa rede de comunidades cada vez mais próximas dos lugares onde as pessoas vivem, se alegram e sofrem. Em tudo isso, a Igreja no Brasil se reconhece comprometida com a vida, em todas as suas manifestações, especialmente a vida ameaçada.

Como partes de um único passo, as urgências necessitam ser assumidas em seu conjunto, não cabendo, durante os pla nejamentos locais, a escolha de uma ou outra. Todas são igual mente urgências. Optar por algumas e postergar outras significa afetar o conjunto.
As Diretrizes são um convite para que toda pessoa bati-zada, como discípula-missionária, assuma o mandato de Jesus Cristo: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda a criatura!” (Mc 16,15). Elas poderão ecoar na Boa-nova na medida em que cada Igreja Particular torná-las visíveis, através dos planejamentos pastorais, do plano pastoral.
Através das cinco urgências, a Igreja do Brasil caminhará na  mesma direção. Nos planejamentos locais, a partir das Diretrizes, as urgências se concretizarão em cada um dos específicos contextos. Ficam, assim, respeitadas duas características indispensáveis da Igreja: a unidade e a diversidade.

Nestes tempos em que ainda estamos aprendendo a saborear as riquezas da Conferência de Aparecida, celebrando o Jubileu de Ouro do Concílio Vaticano II e nos preparando para o Sínodo sobre a Nova Evangelização, reafirmamos que estas Diretrizes foram elaboradas no desejo de que, cada vez mais, se creia que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, se tenha a vida em seu nome (cf. Jo 20,31). Quer no acolhimento destas Diretrizes, quer nos planejamentos subsequentes, haveremos de reconhecer que o ponto de partida será sempre o tes- temunho: “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres; ou, então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas”.1  Sejamos, pois, tes- temunhas do Ressuscitado. É para isso que Ele nos envia.

 

1 de maio de 2011
Festa daVisitação de Nossa Senhora
+ Leonardo Ulrich Steiner

Secretário Geral da CNBB

ACESSE E IMPRIMA O DOCUMENTO //www.cnbb.org.br/diretrizes/