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“Dê a quem você ama asas para voar, motivos para voltar e raízes para ficar”. Dalai Lama

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O amor se faz no exercício da liberdade. O verdadeiro amor lança fora todo o medo. Quem ama não aprisiona, mas, na segurança própria do amor, deixa livre. A experiência do amor é uma experiência fantástica. Quem ama, embora seja livre, sempre quer ficar. O sentimento de plenitude quer dele brota faz-nos querer estar por perto sempre. Ele, o amor, se manifesta de muitos modos e maneiras: na tradição dos gregos de três formas: amor eros (amor entre os esposos, implica no desejo e atração pelo outro; amor filia (amor entre irmãos, entre amigos); amor ágape (amor total, dom de si mesmo todo inteiro em favor do outro e em relação com ele). A nós importa aqui o último: o amor ágape. É o amor manifestado em Jesus Cristo, o justo, que por nós deu sua vida. Um amor incondicional, gratuito, sem medidas. Um amor fiel e fecundo, um amor forte, mais forte que a morte! O ser humano é um ser privilegiado na hierarquia da criação. Criado a imagem e semelhança de Deus, é chamado a viver na dimensão do amor sem medidas. Recebeu de Deus mesmo o exemplo do que vem a ser a plenitude do amor: Dar a vida em favor do outro. O amor acontece e deve prevalecer em todas as relações: família, amigos, trabalho, comunidades. Nele somos mais fortes, por ele nos tornamos mais humanos e dóceis a Palavra do bom Pastor de nossa alma.

Quem ama deixa livre, mas sabe que o verdadeiro amor tem motivos mais que suficientes para voltar e as raízes são por demais fecundas e profundas que garantem a permanência. Talvez aí esteja uma chave hermenêutica para lermos os ensinamentos de Jesus que diz: Permanecei no meu amor e eu permanecerei em vós. Quem ama fica e não se vai e, se for, volta, pois escolheu e entendeu qual a melhor morada do humano: o coração. Deixe-se neste dia envolver pelo amor de Deus e pelo amor dos irmãos que circundam o altar de sua existência. Verás o quanto é bom viver no amor!

Seminarista Bruno César de Almeida Silva, Diocese de Caraguatatuba.