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Casa de Saúde Stella Maris festeja os 60 anos de obra missionária em Caraguatatuba

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Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidade, muitos anos de vida!
E muita vida. É isso que a Casa de Saúde Stella Maris vai comemorar no seu aniversário de 60 anos neste dia 24. Ao longo da sua trajetória, o hospital tem salvados muitas vidas e, com as recentes reformas e melhorias, esse número tende a crescer ainda mais.
24 de maio de 1952. Nasce em Caraguatatuba a Casa de Saúde Stella Maris. No entanto, o embrião havia sido plantado um pouco antes, em 1943.  Na época, padre Américo Virgílio Endrizzi doou um grande terreno ao IPMMI (Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada), plantando, assim, a semente que germinaria na principal casa de saúde de Caraguatatuba. O nome da santa casa é mesmo divino: uma homenagem Maria, mãe de Jesus, a verdadeira “Estrela do Mar”, tradução de Stella Maris.
Recém nascida, a novata Stella Maris oferecia, em 52, apenas serviços de enfermarias para adultos e crianças, maternidade, sala de cirurgia, consultório médico e bloco alimentar. O crescimento veio rápido e contínuo: Em 55 foi inaugurado o Berçário com seis leitos e, finalmente, em 1958, o hospital ganhou sala de exames, sala de curativos, Hall de entrada, sala de Raio X e câmara escura.
O gerente institucional Amauri Barbosa teve a oportunidade de crescer junto com o hospital. “Quando cheguei fazia aquele trabalho pé no chão e fiquei nele durante sete anos. Nós tínhamos poucos equipamentos que sempre quebravam. Então eu tomei a iniciativa de cuidar deles e começaram a quebrar menos. Depois chegou a irmã Maria Sílvia com uma outra visão. Na inauguração da maternidade, eu fiquei responsável pela compra de todos os equipamentos, um investimento do estado de 1 milhão e 200. Foi uma luta conseguir gerenciar esse material todo. Mas graças a Deus ele me capacitou e hoje estamos aqui”, contou emocionado.
Já na maturidade, a sexagenária casa de saúde conta com 166 leitos de internação, Pronto Socorro, Centro Cirúrgico com cirurgias diversas, Maternidade, UTI neonatal e UTI Adulto, alcançando a posição de maior hospital do Litoral Norte.
Seu foco: pacientes do Sistema Único de Saúde, o SUS.  Mais de 85% dos usuários desse sistema são tratados na casa. Além disso, o hospital também presta atendimento de urgência/emergência a vítimas de acidentes de todos os tipos ocorridos nas rodovias da região. A equipe realiza diversas cirurgias de média e até alta complexidade nas especialidades de Neurocirurgia, Ortopedia e Urologia.

Junto com a maturidade, chegou o reconhecimento. Em um programa de revitalização dos hospitais filantrópicos que está sendo desenvolvido desde o início do ano passado e deve finalizar no final deste ano, a Casa de Saúde saiu de míseros 48 pontos obtidos na primeira visita no início de 2011 e atingiu 263 pontos depois de 11 meses, alcançando o selo prata. O Hospital está buscando o selo ouro, e para isto é necessário conseguir chegar nos 350 pontos. E não é só isso. Hoje, a Maternidade e a UTI Neonatal são referência em todo o Litoral Norte e Vale do Paraíba.
De acordo com os dados de março deste ano, a Casa de Saúde Stella Maris realiza 600 internações por mês e mais de 10 mil consultas no Pronto Socorro. Conta com 510 colaboradores e funcionários e 89 médicos no Corpo Clínico.
Há também uma voluntária muito curiosa. Há quatro anos, Regina Freire sai do banco onde trabalha, s 16h e segue rumo Casa de Saúde.  Ela chega e, durante uma hora e meia, visita pacientes internados, levando uma palavra de conforto a eles. Às 18h, quando a missa começa, ela corre para a capela e gradece por poder estar ali ajudando.
“Eu amo o Stella Maris e o que eu puder fazer por ele, vou fazer sempre”, declarou enfática.  Uma das histórias que mais a emocionou foi a de Seu Luiz. “Ele ficou por muito tempo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Em uma das minhas visitas, ele me pediu que rezasse por ele e eu o fiz. Ele agradeceu muito e eu fui para outros quartos. Quando eu voltei para me despedir, me disseram que ele tinha morrido. Acho que ele sabia que ia morrer, precisava de uma oração e graças a Deus eu estava lá e pude ajudar”, narrou.
O amor dela pela Casa de Saúde é enorme. “Se este hospital não existisse, sei lá o que seria de Caraguá. Senão fossem as irmãs, Caraguatatuba não teria a qualidade de saúde que hoje tem”.
Segundo Regina, há muitas pessoas sozinhas no Hospital e a demanda por mais voluntários é grande. “É um prazer imenso poder ajudar as pessoas e confortar o corações. As pessoas acham que eu sou legal por estar aqui, mas estão enganadas. Estar aqui é muito bom pra mim. Faz muito bem. Só tenho a agradecer a Deus por essa oportunidade”, finalizou.
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*Thaís Matos é aluna do 3º semestre de Jornalismo do Centro Universitário Módulo.