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1º dia do Tríduo em honra a Nossa Senhora D’Ajuda

A nossa Paróquia vive o seu primeiro dia do Tríduo em honra sua padroeira, em preparação da Grande festa de sábado, dia 02 de Fevereiro com o tema: “Maria, discípula e missionária”. A Santa Missa teve como celebrante o Pe. João Marcos, vigário paroquial, onde também contou com a presença de muitos leigos de nossa paróquia e turistas que vieram participar. Pe. João fez sua reflexão colocando a importância de Maria como a Estrela da Nova Evangelização e para a nossa fé na vida dos cristãos, fundamentando-se nos números 266-272 do Documento de Aparecida, que diz:

<6.1.4 Maria, discípula e missionária
266. A máxima realização da existência cristã como um viver
trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria
que, através de sua fé (cf. Lc 1,45) e obediência vontade de
Deus (cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da
Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2,19.51), é a discípula mais
perfeita do Senhor. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar
seu Verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé
Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes
em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual
dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge
do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento
de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação
da fé como mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem estar
livre da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai.
Alcançou, dessa forma, o fato de estar ao pé da cruz em comunhão
profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança.
267. Com ela, providencialmente unida plenitude dos tempos
(cf. Gl 4,4), chega a cumprimento a esperança dos pobres e
o desejo de salvação. A Virgem de Nazaré teve uma missão única
na história da salvação, concebendo, educando e acompanhando
seu Filho até seu sacrifício definitivo. Do alto da cruz, Jesus
Cristo confiou a seus discípulos, representados por João, o dom
da maternidade de Maria, que brota diretamente da hora pascal
de Cristo: “E desse momento em diante, o discípulo a recebeu em
sua casa” (Jo 19,27). Perseverando junto aos apóstolos espera
do Espírito (cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da
Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica
profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos
fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda
os discípulos de Jesus Cristo a se experimentarem como família,
a família de Deus. Em Maria, encontramo-nos com Cristo, com
o Pai e com o Espírito Santo, e da mesma forma com os irmãos.
268. Como na família humana, a Igreja-família é gerada ao
redor de uma mãe, que confere “alma” e ternura convivência
familiar.Maria, Mãe da Igreja, além de modelo e paradigma da
humanidade, é artífice de comunhão. Um dos eventos fundamentais
da Igreja é quando o “sim” brotou de Maria. Ela atrai multi-
dões comunhão com Jesus e sua Igreja, como experimentamos
muitas vezes nos santuários marianos. Por isso, como a Virgem
Maria, a Igreja é mãe. Esta visão mariana da Igreja é o melhor
remédio para uma Igreja meramente funcional ou burocrática.
269. Maria é a grande missionária, continuadora da missão
de seu Filho e formadora de missionários. Ela, da mesma forma
como deu luz o Salvador do mundo, trouxe o Evangelho nossa
América. No acontecimento em Guadalupe, presidiu, junto com
o humilde João Diego, o Pentecostes que nos abriu aos dons do
Espírito. A partir desse momento, são incontáveis as comunidades
que encontraram nela a inspiração mais próxima para aprenderem
como ser discípulos e missionários de Jesus. Com alegria
constatamos que ela tem feito parte do caminhar de cada um de
nossos povos, entrando profundamente no tecido de sua história
e acolhendo as ações mais nobres e significativas de sua gente. Os
diversos títulos e os santuários espalhados por todo o Continente
testemunham a presença próxima de Maria s pessoas, e ao
mesmo tempo manifestam a fé e a confiança que os devotos sentem
por ela. Ela pertence a eles e eles a sentem como mãe e irmã.
270. Hoje, quando em nosso continente latino-americano e
caribenho se quer enfatizar o discipulado e a missão, é ela quem
brilha diante de nossos olhos como imagem acabada e fidelíssima
do seguimento de Cristo. Esta é a hora da seguidora mais
radical de Cristo, de seu magistério discipular e missionário ao
qual nos envia o Papa Bento XVI: “Maria Santíssima, a Virgem
pura e sem mancha, é para nós escola de fé destinada a nos conduzir
e a nos fortalecer no caminho que conduz ao encontro com
o Criador do céu e da terra. O Papa veio a Aparecida com viva
alegria para nos dizer em primeiro lugar: Permaneçam na escola
de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher
e guardar dentro do coração as luzes que ela, por mandato divino,
envia a vocês a partir do alto”.
271. Ela, que “conservava todas estas recordações e as meditava
no coração” (Lc 2,19; cf. 2,51), ensina-nos o primado da
escuta da Palavra na vida do discípulo e missionário. O Magnificat
“está inteiramente tecido pelos fios da Sagrada Escritura,
os fios tomados da Palavra de Deus. Assim, revela-se que nela
a Palavra de Deus se encontra de verdade em sua casa, de onde
sai e entra com naturalidade. Ela fala e pensa com a Palavra de
Deus; a Palavra de Deus se faz a sua palavra e sua palavra nasce
da Palavra de Deus. Além disso, assim se revela que seus pensamentos
estão em sintonia com os pensamentos de Deus, que seu
querer é um querer junto com Deus. Estando intimamente penetrada
pela Palavra de Deus, Ela pode chegar a ser mãe da Palavra
encarnada”. Essa familiaridade com o mistério de Jesus é
facilitada pela reza do Rosário, onde: “o povo cristão aprende de
Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar
a profundidade de seu amor. Mediante o Rosário, o cristão obtém
abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos
da mãe do Redentor”.
272. Com os olhos postos em seus filhos e em suas necessidades,
como em Caná da Galiléia, Maria ajuda a manter vivas
as atitudes de atenção, de serviço, de entrega e de gratuidade
que devem distinguir os discípulos de seu Filho. Indica, além
do mais, qual é a pedagogia para que os pobres, em cada comunidade
cristã, “sintam-se como em casa”. Cria comunhão
e educa para um estilo de vida compartilhada e solidária, em
fraternidade, na atenção e acolhida do outro, especialmente se
é pobre ou necessitado. Em nossas comunidades, sua forte presença
tem enriquecido e continuará enriquecendo a dimensão
materna da Igreja e sua atitude acolhedora, que a converte em
“casa e escola da comunhão” e em espaço espiritual que prepara
para a missão.>